
Em meados dos anos oitenta, a voz do grupo irlandês mais famoso de todos os tempos, Bono Vox, pediu um basta as ações do IRA (Exército Repulicano Irlandês) cantando “Sunday Bloody Sunday”. A música se tornou um dos hits mais famosos do U2 e também alertou ao mundo que o movimento terrorista, oriundo desta simpática ilha, estava mais vivo do que nunca. Quase trinta anos mais tarde, os ataques voltaram as primeiras páginas dos tablóides irlandeses. Abri o jornal dias atrás e pensei como Bono: “I CAN´T BELIEVE THE NEWS TODAY”.
Fundado em 1913, o IRA tinha como intensão combater as tropas inglesas que ocupavam a Irlanda por mais de 700 anos. Muita batalhas, conflitos e sangue derramado se viu na luta pela soberania do povo Celta. Em 1921, um dos fundadores e líder revolucionário do exército, Michael Collins, desenhou e negociou o tratado de paz com os ingleses: cerca de 80% do território seria independente, atual Republica da Irlanda, e o restante (Irlanda do Norte) continuaria sob domínio do Reino Unido. Entretanto, o conflito armado se intensificou e seguiu vias terroristas. Carros bombas, sequestros de políticos, roubos as bancos, explosões e emboscadas se tronaram o canal de combate daqueles que queriam uma Irlanda apenas. A bandeira foi a religião: católicos (Irlandeses) versus protestantes (Ingleses). Presenciamos ao longo do século passado uma guerra civil, aparentemente encerrada no final da década de 90 quando representantes do poder Irlandês, IRA e Reino Unido sentaram na mesma mesa e assinaram um cessar fogo, orientado por um tratado onde o Reino Unido aceitaria uma série de exigências do bloco terrorista e este por sua vez, entregaria suas armas nos anos seguintes.
Após dez anos de paz nas duas ilhas do Atlântico Norte, recentes atentados terroristas chocaram a terra da Guinness. Um policial e quatro soldados britânicos foram alvo do dissidente “Real IRA”. Nesta semana, carros e caminhões bombas foram detonados em Belfast. Tanto ingleses, como irlandeses reprovam a nova onda de atentados.
Bono, qual será o seu próximo hit?
Texto de Rodrigo Palassi (Paulistano e Administrador de Empresas)

Na verdade,esta animosidade nunca terminou.Estava apenas adormecida.Não há tratados de paz,feitos em gabinetes burocráticos,que tragam a verdadeira PAZ.
ReplyDeleteEsta só vem e fica PLENA com a LIBERDADE .Uma terra só se faz NAÇÃO,qdo. existe a auto-determinação do seu povo,junto com o direito à liberdade,o que ainda não acontece com a Irlanda do Norte.
Bia Flores